quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Mundo louco

Ontem assisti ao telejornal da TV Cultura e a premiada âncora relatou o depoimento de uma mãe: " minha filha tinha de pegar aquele trem naquela hora para chegar ao trabalho pois está ainda em fase de avaliação, o trem estava cheio demais, empurrei a minha filha para ela caber no vagão, fiz toda força para que ela pegasse aquele trem e a porta fechou e comecei a chorar. O que poderia acontecer com minha menina naquele vagão lotado??"

Fiquei doída.
A mãe amantíssima e carinhosa ajudou a filha para que a filha não perdesse o emprego. Emprego é difícil, todos precisamos de viver nessa sociedade injusta e cruel. Então, ela tenta ajudar.. e aí se dá conta do que fez, do risco que a filha está correndo , risco de ser apalpada, roubada, machucada, ferida, passar mal, pisoteada..

Sobreviver..

Vivemos num planeta tão maravilhoso e lindo que é lindo até do espaço. São praias, montanhas, lagos, pássaros, ilhas! Mas a maior parte da população está confinada nas cidades. Um dia desses, o prefeito de Macaé arrancou as árvores dizendo que "ninguém usava as árvores". Anh?
Então, arranca-se as árvores para construção de mais casas e ruas , afastam-se os rios e mares, as chuvas chegam, alagam tudo, tudo é cimentado, o calor é forte, há engarrafamento, poluição estresse, mesmo assim, ninguém larga porque é lá que: " melhores escolas, emprego, possibilidades de namoros, cinemas, shows, diversão"

Hoje é inadmissível que alguém que não goste do estilo de vida urbano viva na cidade. A tecnologia favorece a possibilidade do trabalho à distancia. E ainda que seja urbano, a maior parte dos trabalhos podem ser realizados em casa, o que diminuiria muito o ir e vir nas vias públicas.

E não devemos mais esperar pelos dirigentes, que nós sejamos os dirigentes de nós mesmos! Que façamos das nossas pequenas e simpáticas cidades a diferença, sem nos espelharmos nos modelos das capitais. Dá para viver bem se nos unirmos, juro.

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