domingo, 14 de outubro de 2012

Tiffany Jones



                                             A intern
et me possibilitou realizar um sonho que eu nem sabia que tinha: ter novamente livros, canções, filmes que foram importantes em certas épocas da vida. E tudo isso por 


um preço razoável.
Por exemplo, quando criança eu li um livro , que era da minha irmã, e adorei! A autora se chamava chiquemente Sra. Leandro Duprè. E o título do livro era A mina de ouro. Um livro grande, grosso, capa dura e cor de rosa. Aliás, chegou a servir de arma, uma vez, em uma briga com a mesma irmã. Fiquei com a boca inchada e dolorida com a livrada que levei. Não, sei o porquê da briga.  Coisas de irmãs mesmo.
Mas eu adorava este livro, lia e relia. Contava a aventura de primos perdidos no centro do morro  onde havia uma antiga mina de ouro. Um piquenique que deu errado mas gerou uma aventura. Eu tinha outros livros da autora, como Vera, Lúcia Pingo e Pipoca. Mas a Mina de Ouro era especial.
Guardei o livro e  cheguei a lê-lo em voz alta para meus meninos (evitei que eles mesmo o lessem por conta do português antigo, anterior  ‘a reforma) e eles ouviam atentos, vibrando.
Eles cresceram, e o livro se encaminhou para alguma outra criança.
Como é que eu ia saber que depois de velha eu gostaria de reler A Mina de Ouro? Apesar de ainda constar do catálogo da Ática, recorri aos sebos on line.
Uma outra edição, quase de bolso, mas a história está lá.
Aos poucos, fui refazendo uma biblioteca perdida em outras.
Mas nem tudo o que era importante para mim na infância ou adolescência eu me desfiz. Aos 12 anos, a banca do Paschoal reservava para mim a maravilhosa revista Garotas. Aliás, Garôtas.  Comprava sempre. Adorava. E adorava mais que tudo as aventuras em quadrinhos da modelo Tiffany Jones. Baseada no rosto da então verdadeira modelo Jean Schrimpton.
Infelizmente a internet, para tal, não me resolveu. Parece que ninguém teve interesse em reeditar as tirinhas em livro, ou elaborar um site em homenagem.
Os desenhos eram ótimos, ela era linda, as histórias eram romances, romances que nunca terminavam em casamento, só aventuras. No fundo, a gente achava que ela iria terminar ficando com o fotógrafo Guy.  Ela aparecia sempre sensual, tirando e botando roupas, novidade dos anos 60.
 Acho que quadrinhos sobre modelos não dão ibope, pois também nada encontro sobre a LIli e a Zizi e o fotógrafo Dodô!
Bem, pelo menos salvei a existência da Tiffany Jones. Guardei todas as historinhas que saíam na revista Garotas e encadernei!

Um comentário:

  1. Ah nem me diga! Guardo todos os meus livros,tenho uma estante xheia. Se eu tiver um filho que gosta de clássicos irá hanha-la um dia!
    A internet realmente facilitou nesse caso mesmo!

    Obrigada pela visita! Espero que volte mais vezes. Bjs

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