quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Angela e ratos

Eu  devia ter apenas 3 anos quando vi um pela primeira vez. O rato tinha caído no laguinho do meu prédio, o porteiro o pegou, deixou-o na beirada, e eu achei que ele era lindo, pois esfregou as “mãos” dianteiras, e depois as passou no “rosto”, secando-o.  
Mas logo conheci o Jerry, nas matinês do cinema Metro. O primo dele era gordinho, pequeno e cinza, mas eu não gostava do Jerry, nenhuma simpatia. E pelo Mickey, menos ainda! A voz do Mickey  sempre me irritou. 
Mas, como a Baratinha, me encantei com o João Ratão que Braguinha nos presenteou. Tinha pena dele e achava sua voz linda. Exatamente como a Baratinha. E os três ratinhos cegos? e o rato do campo e o rato da cidade?
Já como ser pensante, sonhava em ser a Flautista de Hamelin, expulsar todos da cidade!
Mas o Rato roeu a roupa do Rui, e fui vivendo longe deles. Achava estranho que minha heroína Jô March (as mulherzinhas) tinha um rato de estimação. 
Claro que os filhos me trouxeram o Dumdum bolinha, um hamster esperto que perturbava meu sono em sua rodinha e meu dia com suas escapadas. Conseguia abrir a gaiola, roer o tapetinho do banheiro, fugir pela casa e ser encontrado em cantos jamais sonhados , e quando isso acontecia, olhava para mim com cara inocente roendo o que quer que estivesse no canto. E já era  o headphone. Não lembro que fim levou o hamster ...

Dos ratos, só notícias terríveis. Uma contava que um desses ser abomináveis, causadores de pragas avassaladoras, chegara ao décimo andar para comer as batatas que estavam na testa de uma mulher com dor de cabeça. Minha amiga também moradora de Copa, em uma das últimas casas do bairro, foi mordida por um, tomando vacinas contra tétano e outros males. 

Enfim, via-os pelas ruas e praias, sempre me imaginando como a serviçal da casa de Tom em cima do banco com Jerry o balançando. 

Mas surge o rato filósofo que cria as tartarugas Ninja, e mãe é mãe, não basta ser mãe, tem que aturá-los. Depois Pink e Cérebro e os ratinhos de Miss Potter.. esses escritores infantis...

E agora, no alto dos óculos, meus cães os caçam. Mas são ratos do campo, lugar sem esgoto, ratos naturebas. Mesmo assim, que aflição! mesmo os pequenos camundongos, argh! 
E no mato é assim, a gente mexe num lado, bole com outro. Ao derrubarmos os velhos galpões, trocarmos os eucaliptos, a fauna se comove, e surgiram ratinhos em uma das casas. Lá vou eu de vassoura em punho, AAAAAAAAAA! três deles! mínimos, pois a mãe já tinha sido exterminada por uma ratoeira. 
E o medo? 

Aí, vem a miúda de três anos, munida de um mata-mosca, e FIM.
Na maior. 
Sapecou o rato sem problema algum. 

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